TURISMO COM TURISTAS

agosto 18, 2020

Entre as principais atividades econômicas do mundo, o turismo ressalta hoje na lista das 10 mais destacadas, constituindo para alguns países o efeito essencial de grande parte da geração de postos de trabalho.

Como exemplo, na Europa, a França e a Espanha lideram essa lista, e sem atividades turísticas suas economias podem sofrer sérias consequências, como já sofrem este ano. No Brasil não é diferente, e por consequência do estágio de sua economia, classificada como “em desenvolvimento”, o turismo se inclui entre os 10 maiores fatores geradores de trabalho.
O turismo mundial precipitou sua queda, que desde 2019 mostrava resultados negativos, frustrando as esperanças de que teria uma recuperação em 2020. Os efeitos da pandemia derrubaram a linha ascendente que se notava nos dois primeiros meses. A quarentena mundial levou de roldão trilhões de dólares que manteriam aquecido o turismo, preservando importantes mercados de trabalho para mais de uma centena de países. Muitas atividades econômicas puderam ser transplantadas para o trabalho home office, mas o turismo continua a exigir a presença física do turista. O louvável trabalho de muitos de seus importantes agentes serve para impedir que o desânimo tome conta de todos, como as lives, enquanto não se encontra uma solução.
Mas, sem a presença do turista é impossível haver turismo. É necessário que se encontre uma formula segura de permitir a circulação de pessoas para ocupar aviões, hotéis e seus assimilados, carros e ônibus, bares e restaurantes, e permitir o aproveitamento econômico do patrimônio e do potencial do turismo.
Sem turistas não há turismo, sem turismo não há trabalho e sem trabalho há o pavor do caos do desemprego.

Hélcio Estrella

Jornalista de economia e turismo, ex-Presidente Nacional e atual membro do Conselho Nacional da ABRAJET

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