ALÉM DO HORIZONTE, OPORTUNIDADES

abril 17, 2020
O turista está mascarado esperado a hora de voltar as atividades

A característica comum da crise do corona-vírus é a sua imprevisibilidade tanto quanto aos estragos ao mercado e quanto à duração. A ciência prevê que esteja controlada até o final de 2020. Alguns medicamentos estão sendo usados experimentalmente e seus resultados preliminarmente aprovados. E, por se tratar de vírus a ciência chegará a uma vacina que deve resultar das pesquisas, aceleradas em toda a parte.

É preciso olhar além do horizonte, pois temos de estar preparados para a fase pós-crise, quando as pessoas voltarem a circular nas ruas, onde o trabalho e/ou o laser vão continuar a sua espera. O turismo precisará recuperar-se e muitos de seus agentes trabalham planejando como se comportarão. No caso do turismo brasileiro, ele dava sinais de recuperação desde o segundo semestre de 2019, quando cresceu a uma taxa de 2,2% e no qual criou 35 mil novos postos de trabalho. Um breve balanço do que se vinha fazendo nos últimos cinco anos indica uma transformação digital nas atividades de viagens, em particular nas viagens corporativas, onde a metade dos deslocamentos tem o apoio digital, através de agências especializadas. Antes, os executivos delegavam à uma secretária ou a setor dentro da empresa seu planejamento e organização, o que vem migrando para agências dedicadas, onde a modernização digital tornou mais eficaz a compra de passagens, a reserva de hotéis e apoio como aluguel de carros, entre outros.
E está tornando corriqueira a recuperação de créditos fiscais como isenções de impostos sobre o consumo de seus executivos, cuja restituição é lei em muitos países, a partir de seu embarque para seus países de origem. Um balanço indica que grandes corporações deslocam grandes contingentes, que deixam no exterior créditos passíveis de recuperação. A indústria automobilística, a da construção aeronáutica (Boeing e Embraer, por exemplo) e a de alimentação são indicadores desses gastos recuperáveis. Somente um grande grupo, a Nestlé, deslocou ano passado quase 300 mil empregados mundo afora.
Assim, além do horizonte vislumbra-se que após o corona-vírus, há muitas oportunidades a serem trabalhadas no turismo, através de modernização digital, resume Armando de Arruda Pereira de Campos Melo Filho, Presidente da UBRAFE-União Brasileira de Promotores de Feiras e também Presidente da Academia Brasileira de Eventos, em São Paulo e elas serão abocanhadas pelos que se preparam para isso.

Hélcio Estrella

Jornalista de economia e turismo, ex-Presidente Nacional e atual membro do Conselho Nacional da ABRAJET

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