FESTURIS 2020 E A RECUPERAÇÃO DO TURISMO

abril 17, 2020
Eduardo Zorzanello e Marta Rossi, CEO’s da Rossi & Zorzanello Feiras e Empreendimentos

Vivemos uma crise desafiadora e incomparável. Estamos em estado de guerra pela vida e pela economia. O momento exige responsabilidade social. Portanto, salvar vidas e achatar a propagação do coronavírus (Covid-19) é prioridade. O impacto desta crise é inestimável em todos os setores, mas o turismo será indiscutivelmente um dos mais afetados. Apesar disso, temos consciência do quanto esta atividade é resiliente. Tem capacidade e força para se reinventar. A união do trade será fator decisivo para este novo caminhar.
A BATALHA SERÁ VENCIDA. Cientes da nossa importante contribuição para o desenvolvimento das nossas atividades turísticas, nós acreditamos que a Feira Internacional de Turismo de Gramado (FESTURIS) será palco para a retomada do crescimento no final do segundo semestre. Economistas e especialistas da área da saúde pública estimam que a pandemia oriunda do Covid-19 poderá se alastrar no período de três quatro meses. Portanto, confirmamos a manutenção do FESTURIS para 05 a 08 de novembro próximo. Estamos confiantes de que o caos passará.
Com a solidez construída ao longo de sua trajetória, conquistamos a credibilidade e a confiança do mercado. A feira está com cerca de 40% de seus espaços comercializados e, mesmo com esta barreira colocada em nosso caminho, temos certeza que o evento será mais uma vez essencial para a transformação do setor. Estamos abertos para entender o cenário neste momento de crise e seremos ainda mais flexíveis, entregando ao nosso expositor e participante todo o suporte para crescer e recuperar prejuízos.
Acreditamos no esforço conjunto para a retomada do crescimento. A guerra travada contra o coronavírus fará com que toda a cadeia do turismo se reinvente. Não temos dúvida que o sentimento ao final da feira será de satisfação. Aqui os negócios são feitos com afeto e o relacionamento entre os profissionais está em evidência. Não podemos desistir jamais. Entendemos que, mais do que nunca, o aperto de mão e o abraço serão fundamentais para os negócios, e haverá, com toda certeza, uma renovação de valores. Juntos, venceremos esta batalha! É a meta dos empresários: Marta Rossi e Eduardo Zorzanello, CEO’s da Rossi & Zorzanello Feiras e Empreendimentos.

MTUR EDITA MP QUE TRATA DAS RELAÇÕES DE CONSUMO NO TURISMO E NA CULTURA DURANTE A PANDEMIA

Diante dos fortes impactos da pandemia do coronavírus no Turismo e na Cultura foi publicada, na quarta-feira (08.04), a Medida Provisória 948 que trata do cancelamento de serviços, reservas e eventos. O objetivo do documento, produzido pelo Ministério do Turismo (Mtur), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, é auxiliar os segmentos turísticos e culturais nesse período de crise. O documento faz parte de uma série de ações do MTur para garantir a sobrevivência do setor durante a pandemia.

Ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antonio como Presidente Jair Messias Bolsonaro, ambos atentos as questiúnculas do Covid 19

“Todos os esforços do governo federal neste momento são para salvar as vidas dos brasileiros, mas precisamos cuidar para que esse setor, que é responsável por milhares de empregos no país, se torne sustentável após esse período de crise”, afirmou o ministro. Ainda segundo Marcelo Álvaro Antônio (realizando excelente gestão, “em um momento adverso como este, é preciso trabalhar para que as perdas não sejam ainda maiores. É necessário pensar no depois também e garantir o direito dos consumidores e empreendedores e esse conjunto de medidas é para garantir o futuro do nosso turismo e da nossa cultura”.

TAXA DE CANCELAMENTO

Segundo entidades do setor, a taxa de cancelamento de viagens em março ultrapassou os 85%, reforçando que o turismo é um dos segmentos mais afetados pelo surto da Covid-19.
De acordo com a MP, em caso de cancelamento de serviços como pacotes turísticos e reservas em meios de hospedagem, além de eventos – shows e espetáculos-, cinema, teatro, plataforma digitais de venda de ingressos, entre outros, o prestador de serviços ou sociedade empresarial não será obrigado a reembolsar valores pagos pelo consumidor imediatamente.

REMARCAÇÃO OU RESTITUIÇÃO

A nova MP traça três cenários distintos para casos de cancelamento. O primeiro trata da possibilidade de remarcação e caberá aos prestadores a remarcação dos serviços, reservas e eventos cancelados. O segundo fala da disponibilização de crédito para uso ou abatimento na compra de novos ou outros serviços, reservas e eventos, disponíveis nas respectivas empresas. Já a terceira trata da possibilidade de acordo a ser formalizado com o consumidor para restituição dos valores. Caso o prestador não ofereça essas opções, ele deverá ressaltar reembolsar o cliente do valor pago, no período de 12 meses após o fim da pandemia, com correção monetária.
Os consumidores poderão optar por uma das alternativas sem qualquer custo adicional, taxa ou multa, desde que a solicitação seja efetuada no período estabelecido de 90 dias, a contar da publicação da Medida Provisória. Ou seja, 06 de julho.
No caso de a opção for a de restituição do valor recebido do consumidor, o prestador de serviços ou sociedade empresarial poderá restituir o valor recebido no prazo de até 12 meses a partir do encerramento do estado de emergência em saúde pública provocado pelo coronavírus. Essa regra tem de observar as cláusulas contratuais, se existentes.

BENEFÍCIOS AOS ARTISTAS

A proposta de MP prevê, também, benefícios aos artistas já contratados que forem impactados por cancelamentos de eventos, inclusive de shows, eventos culturais, rodeios e espetáculos musicais e de artes cênicas. O texto exclui a obrigação de reembolso imediato de valores dos serviços ou cachês já pagos, desde que o evento seja remarcado no período de até 12 meses depois de decretado o fim da pandemia.

QUEM PODERÁ SE VALER DAS REGRAS

São contemplados pela Medida Provisória: meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras turísticas, organizadoras de eventos, parques temáticos e acampamentos turísticos no quesito de prestadores de serviços. No setor cultural, a medida valerá para cinemas, teatros, plataformas digitais de vendas de ingressos pela internet e artistas (cantores, apresentadores, atores, entre outros).
No campo das sociedades, a Medida Provisória é válida para os restaurantes, as cafeterias, os bares e similares; os centros ou locais destinados a convenções e/ou a feiras e as exposições e similares; parques temáticos aquáticos e empreendimentos dotados de equipamentos de entretenimento e lazer; marinas e empreendimentos de apoio ao turismo náutico ou à pesca desportiva; casas de espetáculos e equipamentos de animação turística; organizadores, promotores e prestadores de serviços de infraestrutura, locação de equipamentos e montadoras de feiras de negócios, exposições e eventos; locadoras de veículos para turistas; e prestadores de serviços especializados na realização e promoção das diversas modalidades dos segmentos turísticos, inclusive atrações turísticas e empresas de planejamento, bem como a prática de suas atividades. (Fonte Mtur).

Liszt Madruga

Jornalista e Presidente da ABRAJET – RN

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