F E S T E J O S J U N I N O S

junho 9, 2019

Estamos vivenciando, mais uma vez, o mês de junho, que no Nordeste tem um significado todo especial.

Aqui se comemora em toda a região os festejos juninos alimentados pelo forró – música autêntica nossa – numa confraternização geral em que se homenageia os populares santos católicos: Santo Antônio (o casamenteiro); São João, o anunciador da chegada de Jesus, e São Pedro, o primeiro Papa e padroeiro dos pescadores.
Campina Grande, com o maior São João do Mundo, na nossa Paraíba, e Caruaru, com a sua grande estrutura festiva, em Pernambuco, lideram esses eventos atraindo milhares de turistas tanto do Nordeste, como do Brasil e do mundo. Isso alavanca toda a cadeia turística, fazendo com que a alegria procurada pelos visitantes desencadeie um processo de movimentação da economia local, gerando empregos, renda e outros benefícios.
Porém, há uma constatação real de que essa época junina de festas e participação popular deságua também nos municípios nordestinos de médio e pequeno porte uma movimentação intensa e proveitosa. O forró pé-de-serra, autêntico e vibrante atrai para todos os cantos gente de perto e de longe. Apesar de todas as provações por que passam, os nossos conterrâneos dão uma demonstração de que a vida é linda.
Em todos os lugares aonde os turistas apareçam, eles encontram essa mística da união, do congraçamento e do lazer. E mais, aproveitam para degustar a comidas típicas da época, na sua maioria à base do milho, como canjica, pamonha, munguzá, milho assado e cozido. E podem saborear, com certeza, uma gostosa carne de bode, ou de sol, acompanhado por algumas “lapadas” de uma boa cachaça, com qualidade e sem misturas.
No nosso estado, o espírito junino se estende do litoral ao sertão. Desde João Pessoa, com suas quadrilhas juninas nos principais bairros, no Ponto de Cem Réis e em várias associações, o forró, o xaxado e o baião estão presentes; no brejo, no agreste, no curimataú e no sertão os festejos são quase diários.
E este ano se presta uma homenagem singular ao inesquecível cantor e compositor Jackson do Pandeiro, natural de Alagoa Grande, em comemoração ao seu centenário de nascimento. Suas músicas memoráveis e conhecidas em todo o país se destacarão nessas festas. Pois são inesquecíveis, como “Como tem Zé lá na Paraíba!” e, “ a, e,i,o u, e ipsilone (y) !”.
Destacam-se nesses festejos, podemos dizer sem errar, as cidades de Santa Luzia, Bananeiras, Araruna, Mamanguape, Caiçara, Cabaceiras, Cajazeiras, Souza, Pombal, Itaporanga, Piancó, Taperoá, Picuí, Borborema, Areia e tantas outras. Patos, sem criatividade, não está sabendo aproveitar os artistas locais e está reclamando. Acho
que o Tribunal de Contas do Estado fez muito bem em dar um basta nas contratações milionárias de artistas nacionais que descaracterizavam as festas juninas e levavam o dinheiro do contribuinte, que deve ser gasto nas reais necessidades das comunidades.

Ivan Y Plá Trevas

Jornalista

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