O QUE SERÁ DO AEROPORTO INTERNACIONAL CASTRO PINTO?

março 5, 2019

Está previsto para o dia 15 de março o leilão de concessões de 12 aeroportos brasileiros, dentre eles os aeroportos de quatro capitais nordestinas – Aracajú (SE), (Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB) e de duas grandes cidades do interior do Nordeste – Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE). De acordo com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o Governo Federal estima uma arrecadação mínima de R$ 219 milhões com o leilão dos 12 terminais. Esse valor deve ser pago à vista e ao longo da concessão ainda devem ser pagos R$ 2,1 bilhões em outorga.
Essa ânsia do Governo Federal em querer repassar os aeroportos para a iniciativa privada pode inviabilizar alguns campos de pouso e até reduzir a malha aérea nordestina. Embora a maioria deles tenham registrado crescimento no volume de passageiros, o temor é que o grupo vencedor do Nordeste não queira investir nos aeroportos de menores portes e assim, decretar a redução das ofertas de voos ou até mesmo seu fechamento.
No ano passado, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) recomendou, em sua 74ª assembleia geral em Sydney, na Austrália, “cautela” aos governos que planejam privatizar aeroportos ou transferi-los por tempo determinado à iniciativa privada. A Iata representa cerca de 290 companhias aéreas de 120 países, incluindo do Brasil.
Em um documento produzido com a intenção de servir de guia para gestores públicos e divulgado durante a assembleia, a associação destacou a importância de que os projetos de privatização ou concessão da infraestrutura aeroportuária levem em conta uma visão de longo prazo e não ganhos imediatistas, e adotem uma “regulamentação robusta” para garantir a efetividade dos objetivos da transferência da gestão dos aeroportos públicos, o que é uma orientação contrária as aspirações do governo brasileiro.
Na Paraíba, os aeroportos Internacional Castro Pinto, em João Pessoa, e o João Suassuna, em Campina Grande, já sofrem com a falta de investimentos do Governo Federal. O da Capital, já não comporta mais o fluxo crescente e espreme passageiros na hora do check in, embarque e na área de desembarque.
Sem querer especular, mas um tanto desconfiado, quem garante que os mesmos consigam alçar novos voos? Temos o exemplo de Viracopos, em Campinas (SP) onde a empresa que o assumiu já está ruim das pernas e não consegue administrar a concessão.
O nosso trade, os políticos e a população têm de abrir os olhos e ficar espertos para o futuro do nosso aeroporto. Do contrário iremos regredir porque a iniciativa privada só quer o melhor. Isso aconteceu com as ferrovias. O que dava lucro permaneceu e o que não, fechou.

“Estou de volta ao Caderno de Turismo com a missão de divulgar, enaltecer, criticar e apontar soluções para esse segmento econômico que só cresce no mundo inteiro. Minha humilde contribuição visa apenas trocar idéias e solidificar o destino Paraíba, como um dos melhores do país. Espero que gostem e se quiserem manter contato everaldoricardo@gmail.com. Obrigado!”

Everaldo Ricardo

Jornalista

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