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dezembro 4, 2018

TURISMO DEVE IR PARA
INICIATIVA PRIVADA

Criado há 15 anos, o Ministério do Turismo cumpriu com eficiência o papel que lhe coube, o de fomentar o turismo como atividade econômica de importância para a economia brasileira. Deve-se a ele o destaque e a conscientização do brasileiro para o papel do turismo como negócio, já que até talvez duas décadas passadas suas atividades eram consideradas para uma boa parte da população apenas como laser dos ricos, limitando-se às viagens de avião ou de navio para uns poucos assistidos pela sorte.
Esse não é quadro atual, onde o turismo, consolidado, figura entre as 10 maiores atividades da economia brasileira, e em alguns Estados seja considerada atividade estratégica nos negócios. Hoje faz parte do PIB brasileiro, e um rápido balanço indica como fez desenvolver atividades importantes como a aviação comercial, a rede hoteleira altamente profissionalizada e mais de meia centena de atividades que dele decorrem, transformando-se em destacado setor criador de postos de trabalho. Por conta do seu crescimento, desenvolveram-se paralelamente as atividades empresariais privadas como suas fomentadoras, de que são testemunhas dezenas de entidades de classe, e o turismo passou a fazer parte do ensino nas universidades. Resultou também em salões de turismo, cuja expressão máxima se consubstancia no FESTURIS, de Gramado, no Rio Grande do Sul.
Mas, como tudo que fica na mão do governo, acabou envelhecendo, e seu custo parece indicar que perdeu a razão de sua existência, já que sua estrutura ganhou aspectos comerciais importantes, desenvolvidos e assumidos pela iniciativa privada, que a consolidou. Alguns mecanismos envelheceram e se tornaram desnecessários, entre eles o próprio Conselho Nacional de Turismo, um paquiderme que pouco contribui para um deslanche permanente da atividade turística, quando não se torna obstáculo as atividades de quem trabalha. Talvez esteja na hora de se acabar com o Ministério do Turismo, passando-se as suas atividades, quase todas, inclusive o Conselho Nacional de Turismo, para entidades privadas, hoje muito fortes no Brasil.

Há esperança sim!

Fernando Duarte

Na edição de número 348 de outubro, desta Revista, comentamos sobre a esperança com a matéria de grande repercussão “Viva o ano vindouro”. Várias manifestações de apoio sobre o tema nos foram enviadas. Entre as correspondências enviadas à redação, algumas se referiram à falta de responsabilidade dos Governadores eleitos no Nordeste, por não terem comparecido à reunião convocada pela equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. Uma delas chamou a atenção: quando o enviado questiona que o eleito convoca-os para uma reunião de interesse do Nordeste, todos deveriam comparecer independentemente de questões partidárias e pessoais. Infelizmente, os novos governadores que receberam a credibilidade da população para representá-los, não compareceram. Repito: falta de respeito e de responsabilidade com os seus eleitores.
Para quem vai iniciar sua primeira experiência em governar, deve começar da maneira mais incoerente? Nesta eleição, a população mostrou o quanto é forte, mas a arrogância dos governadores eleitos ainda não lhes permitiu avaliar o quanto o povo é decisivo na hora de mudar. Incoerência e arrogância, muito comum na vida pública!

Esperança
Os brasileiros estão esperançosos com as mudanças no senado. As 54 vagas disputadas foram preenchidas por 85% de novatos, porém o grande problema nacional ainda são as leis, defasadas e muitas incoerentes. Todos os brasileiros entendem o significado de Ficha Suja, menos o ente jurídico. Políticos com vários processos conseguiram suas candidaturas, embora alguns costas largas tenham encontrado as portas abertas, a exemplo dos candidatos a presidente, Fernando Addad e Geraldo Alckmin, o deputado Rodrigo Maia e o senador Renan Calheiro. Por que será?

 

 

Hélcio Estrella

Jornalista de economia e turismo, ex-Presidente Nacional e atual membro do Conselho Nacional da ABRAJET

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