O CASUISMO NO TURISMO

maio 3, 2018

Com uma média de violência de fazer inveja a áreas de guerra como a Síria, o Oriente médio e a Colômbia em seus tempos das FARC, onde 275 assassinatos são registrados todo dia, o Brasil, está na indesejável situação em que nenhum país gostaria de ser classificado: um dos mais violentos do mundo, que o torna em área de rejeição de turistas. Comparado com vizinhos como Argentina e Uruguai, sua capacidade de atração de visitantes internacionais é pífia, quando cotejada com os atrativos que oferece aos turistas do mundo inteiro, através de suas praias, montanhas, sua cultura e seu folclore, seus ambientes florestais amazônicos e seu povo, cativante de Norte a Sul.
Sem uma política que priorize a segurança individual, em que nos permitimos transformar uma das suas mais belas cidades, o Rio de Janeiro, de bela imagem no mundo e outrora porta de entrada do turismo internacional, em um campo de batalha onde o poder público acaba se tornando um poder paralelo ao dominado pela bandidagem, fica difícil vencer o medo que impede ou limita o aumento de correntes turistas. Quando o Ministro da Segurança Pública busca minimizar a realidade violenta, rotulando-a de invencionice da imprensa, fica difícil se vislumbrar uma solução, que cobramos de autoridades estaduais do turismo ou do Ministério do Turismo.
Assim, uma velha prática da administração pública brasileira, o casuísmo como norma permanente, faz parte da política que normatiza e deveria fomentar o turismo brasileiro, consolidado como atividade econômica de primeira linha, mas que caminha a passos de cágado com reumatismo. E desta forma, vamos para mais um ano de resultados abaixo do desejável, com algumas e honrosas exceções e graças ao trabalho da iniciativa privada.

É hora de gritar: abaixo o casuísmo

O autor é jornalista de economia e turismo e ex-Presidente Nacional da ABRAJET-Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo, onde é membro de seu Conselho Nacional.

 

 

 

Hélcio Estrella

Jornalista de economia e turismo, ex-Presidente Nacional e atual membro do Conselho Nacional da ABRAJET

Nenhum Comentário

Os comentários estão fechados.