FATOS

Maio 3, 2018

A Paraíba se prepara para os festejos juninos

O mês de junho é de fartura no nordeste brasileiro e vários
municípios paraibanos estão se preparando para acolher
de braços abertos os conterrâneos e visitantes.

Quando se fala em fartura nesse período, do ano, não é só na culinária com uma variedade de pratos regionais, onde as mesas se enchem de iguarias produzidas pelo milho sempre acompanhado de tapioca, macaxeira, batata doce, com o complemento da buchada, e a famosa carne de sol.
Onde encontrar essa lista de iguarias? É fácil, além dos restaurantes, nas tendas e barracas instaladas nos forrós, espalhadas pelos municípios do Sertão, Brejo e Cariri. Toda essa fartura não teria sentido se não fosse acompanhada de muito forró. E lá vai a relação dos mais autênticos nessa

tradicional festa popular. Vamos começar por Bananeiras que, pela tradição, hoje é o melhor festejo junino do Estado;

Solanea e Belém, municípios próximos localizados na região do Brejo, também não ficam atrás. No Sertão, as festas mais afamadas são no município de Santa

 

Luzia, Itaporanga, seguindo para Patos e Souza. Em Cabaceiras, as comemorações começam com a Festa do Bode Rei, e durante o São João, o forró toma conta da cidade.Em Campina Grande é comemorada a maior festa “O Maior São João do Mundo”, que hoje está sendo chamada de festival de musica nacional; perdeu totalmente o vínculo tradicional, fugindo das raízes e da cultura da terra, trocando

o verdadeiro forró pé de serra pelas bandas nacionais que vão do rock ao sertanejo. Nada haver com o período junino.
Mas não desanime, a programação geral em todos os municípios é de muito forró, comidas típicas. Muito colorido na decoração com balões e bandeirolas, fogueira para esquentar os ânimos e muita, muita alegria. Venham conhecer o arraiá nordestino!

 

Coma bem e gaste pouco

Hoje, é possível
experimentar a melhor gastronomia de cada lugar sem gastar muito, seguindo estas dicas:

Dispense o couvert (se for cobrado, claro); divida a entrada e a sobremesa – e não se envergonhe; peça orientação quando escolher o prato principal – o mais caro pode não ser o melhor; pergunte se o prato é individual ou se é possível dividi-lo; escolha os chamados “pratos miniexecutivos”, mais baratos e igualmente bons. E as refeições do dia; dispense os destilados e prefira uma bebida regional. Caso você conhece marcas novas e paga um preço justo; evite os horários de pico, para garantir um atendimento zeloso. Bom apetite!

 

Fernando Duarte

Jornalista – Membro do Conselho da Abrajet Nacional

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