Um FÓRUM para ninguém “botar defeito”

maio 3, 2018

Gramado viveu dias intensos

Entre 12 e 14 deste mês de abril, Gramado, a bela cidade serrana do Rio Grande do Sul, viveu mais alguns momentos gloriosos, com a realização do Fórum GRAMADO de Estudos Turísticos – “O turismo como ciência a serviço do desenvolvimento sustentável do país” – com o patrocínio da Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura Municipal de Gramado e do “Snowland”, numa realização do SINDETUR da Serra Gaúcha, co-realização da Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial, Orientação Técnica da UCS – Universidade de Caxias do Sul e com a organização da “Rossi & Zorzanello”.

Muitos foram os momentos de excelência da abordagem, através dos tantos palestrantes convidados e com a interveniência de um plenário sempre participante. Mas um momento que me calou fundo foi quando a imprensa teve a oportunidade de entrevistar o Prefeito de Curitiba, o Engenheiro RAFAEL GRECA.
Engenheiro e Economista de profissão, tendo iniciado na gestão pública do Município de Curitiba ainda no período em que Prefeito o conhecido técnico Jayme Lerner, responsável por um sem número de inovações urbanas naquela cidade.
Rafael Greca não me surpreendeu propriamente pela sua demonstração de competência como gestor público, mas pelo extremo entusiasmo e acurada inteligência como discorreu sobre as suas inúmeras realizações, já acontecidas e por serem ainda realizadas. O Prefeito pôde relatar sobre um sem número de novos atrativos que está inserindo no sistema urbano de Curitiba.
Mas, um dos elementos por ele mencionados que causaram espécie foi o fato de reafirmar aquela “máxima” conhecida na atividade do turismo de que “uma cidade somente poderá ser boa para os que lhe visitam se for boa para os seus residentes”. Foi mais adiante na sua demonstração de domínio perfeito da importância do turismo ao afirmar enfaticamente de que “turismo é a inevrsão dos emprêgos”, configurando ser essa atividade econômica da maior importância, tanto pela geração de renda como e sobretudo pela geração de emprêgos.
Esteve ao seu lado a Presidente do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba, Tatiana Turra, que o assessorou durante toda a explanação do Prefeito Greca. Dentre as afirmações do Prefeito, esclareceu, por exemplo, que o bairro histórico da capital paranaense, Santa Felicidade, possui nada menos do que 250 restaurantes, o que lhe faz um polo de atração tanto para os munícipes como para os turistas que visitam a cidade.
Naquele centro de atenções, o principal atrativo é o Restaurante Madalosso que produz nada menos do que 6.000 refeições para atender à demanda. Em virtude da organização da cidade e dos seus tantos atrativos, Curitiba foi considerada como o oitavo destino brasileiro para brasileiros.
Um dado histórico curioso foi a afirmação do Prefeito Greca de que o bairro de Santa Felicidade surgiu por conta das atividades de uma senhora, residente no local que, por muitos anos, servia na sua varanda pratos como polenta, frango assado e outras iguarias, o que resultou na afirmação do bairro com a vocação de um centro de animação gastronômica.
Uma das grandes atrações de Curitiba, como promoção, é o “Natal”. Segundo a informação do Prefeito, na oportunidade, aquele evento teve origem no fato de que o HSBC, que era dono do Palácio onde se realiza, com sucesso, um “som e luz” – que tem destaque em todo o país, atraindo visitantes de todas as partes – pretendeu demolir o prédio. Foi providencial a intervenção imediata da Municipalidade que lhe deu, então, destinação que ainda hoje constitui em um dos grandes atrativos locais.
O prefeito Greca ainda fez referência ao fato de que a atuação da Prefeitura tem sido decisiva a fim de evitar que se formem”favelas”, com a consabida concentração de população, através da montagem absolutamente irregular de casas que se vão avolumando irregular e indiscriminadamente. Citou, inclusive, o exemplo do Rio de Janeiro, com o Morro da Providência que, segundo ele, constituiu-se na primeira favela carioca, originando a efervescência de aglomerados tão irregulares.
Conforme o seu relato, o fato ocorreu, inclusive, após a Guerra de Canudos, de cujos remanescentes resultou a concentração populacional desordenada a que se denominou, então, de “favela”.
Mas alguns dados também foram evidenciados durante o Fórum, como o fato de que o Convention Bureau de Gramado sinaliza cerca de 200 eventos que se realizam por ano na cidade. Somente este ano, já foram contabilizados 27 eventos no município, o que é responsável pela geração de R$27 milhões de arrecadação.

 

Carlos Casaes

Jornalista

 

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