A HISTÓRICA PONTE DE IGAPÓ ESTÁ ABANDONADA

fevereiro 14, 2018

O nome oficial da velha e histórica Ponte de Igapó é Ponte do Potengi (?) Presidente Costa e Silva (que ninguém sabe, nem mesmo as autoridades do trade turístico potiguar, e até mesmo, os Guias de Turismo). Vivemos um retrocesso turítico.
Ela está literalmente abandonada pelos órgãos municipais, estaduais e federais. Mantida (?) pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) a velha e chorosa ponte que está se deteriorando, e pode cair a qualquer momento, clama por socorro.
Por ela trafegam os trens urbanos de Natal que vão até Ceará Mirim, passando por Extremoz (dois importantes municípios do nosso turismo), órgão federativo que não ultima providências para a total recuperação da ponte.
A data de abertura da primeira ponte aconteceu nos idos de 20 de abril de 1916 (102 anos). A segunda ponte foi inaugurada em 1970 (47/48 anos). É um importante elo entre o centro de Natal e a Zona Norte – principalmente a ligação com o novo Aeroporto Internacional de Natal, denominado de Governador Aluizio Alves, situado no município de São Gonçalo do Amarante. E o mais importante: é um “point” histórico e cultural da capital do Rio Grande do Norte. Liga as margens do exuberante Rio Potengi, e não se cobra pedágio.
O fluxo de tráfego é literalmente intenso em ambos os sentidos, e é desordenado, congestionado, porque falta planejamento no contexto da trafegabilidade. A iluminação é precária. Logo na descida do viaduto existem paradas de coletivos que são um verdadeiro inferno (existe, inferno?) na vida dos motoristas, passageiros, e pedestres. Sobre a BR não tem passarelas.
As condições das pistas e das sinalizações do trafego e turísticas são literalmente inexistentes. Para o completo melhoramento, urgem providências orginárias partindo do bairro das Quintas até o Gancho. Pasmem! Na subida do viaduto (ida e volta) tem semáforos, que provocam o gigantesco e irritante engarrafamento. Falta segurança, principalmente da nossa importante Polícia Militar. A Rodovia é Federal.
O Rio Potengi que está sendo poluído às vistas das autoridades municipais, estaduais e federais, nenhuma providência estão sendo adotadas para salvar o lindo Rio Potengi, presente gracioso de Deus, porque o Criador

HISTÓRICO
As pontes foram construídas duas pontes; a primeira foi construída em 1913, concluída em 1915 e inaugurada em 20 de abril de 1916 e era totalmente de ferro e só possuía duas vias em sentidos opostos, mais a linha férrea. Sua função era a de permitir a passagem dos trens da Estrada de Ferro Central, facilitando o transporte entre a Capital e o interior do Rio Grande do Norte, que até então só era possível transpondo-se o Rio Potengi por meio de embarcações.
Construída durante o governo do Desembargador Ferreira Chaves, possuía uma extensão que totalizava 550 metros, com nove vãos de 50 metros e um de 70. Devido ao crescimento urbano da Zona Norte e o alto tráfego de fluxo de carros indo para aquela zona, a estrutura metálica foi esquecida, e ao lado dela, foi construída uma segunda ponte com sustentações de concreto e ferro.
Essa segunda ponte foi construída (concluída) em 1970. Em 1988 foi construída pela Ecocil a terceira ponte, juntando com a segunda, formando uma ponte só, com 606 metros de extensão e quatro vias, mais uma via férrea. A estrutura metálica foi comprada por uma empresa privada, porém, devido ao custo-benefício e insatisfatório, algumas partes da estrutura metálica foram deixadas. do Universo, não cobra pedágio, só cobra a FIDELIDADE e o cumprimento das suas Leis, que são imutáveis.

Ponte Fortaleza dos Reis Magos
Hoje, além da nova Ponte Fortaleza dos Reis Magos, conhecida como Newton Navarro, edificada na profícua administração da Saudosa Governadora Wilma Maria de Faria – a Guerreira, a estrutura metálica é um símbolo e cartão postal do nosso turismo. A estrutura de ferro da Velha Ponte de Igapó, continua abandonada e enferrujada, e pode cair a qualquer momento. A própria ponte também se encontra na mesma situação deprimente. Turisticamente falando, quem são os responsáveis por esse doloroso quadro da história de Natal? URGEM PRIVIDÊNCIAS.

 

Liszt Madruga

Jornalista e Presidente da ABRAJET – RN

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