FATOS

Janeiro 11, 2018

 

 

“Nós somos os legítimos senhores do Congresso e dos Tribunais, não para derrubar a Constituição, mas para derrubar os homens que
pervertem a
Constituição”.

(Abraham Lincoln)

 

 

2017

Bons e ruins acontecimentos

João Pessoa, em 2017, apresentou pontos negativos e positivos no turismo. Começando pelo aeroporto, nossa principal porta de entrada, não obtivemos bons resultados. O número de turistas que desembarcaram no Castro Pinto diminuiu em 12%, em virtude dos altos preços praticados. A diferença de preço na passagem aérea, entre João Pessoa e Recife, a outros destinos é grande. Faltou empenho por parte dos setores competentes do estado e municípios quando das negociações com as companhias aéreas. Recife, no caso, foi beneficiado em relação à Paraíba, pois aumentou em torno de 13% nos quesitos embarque e desembarque.
Quem chega a João Pessoa se encanta com a cidade, mas este ano por ter perdido muito do seu charme, pelo abandono da prefeitura a valiosos locais de visitação, deixou o turista triste. A interdição do Farol, ponto referencial no extremo oriental, foi um deles; a beleza do centro da cidade, perdida pela invasão das calçadas e rua pelos ambulantes, também tem sido motivo de crítica do turista que já conhecia a cidade. Na verdade, a administração municipal, perdeu o controle da gestão, e esses fatores podem servir para uma futura avaliação, na eleição por exemplo.
Em várias capitais, os mercados ou feiras livres fazem parte do roteiro turístico por ser a mais original concentração dos produtos regionais. Tanto é assim que em alguns estados os Mercados Centrais são muito visitados. Aqui, em João Pessoa, o Mercado Central, o de Jaguaribe e o dos Estados estão abandonados. A sujeira e a desorganização imperam e com esse estado deprimente, os guias evitam inclui-los no roteiro. Em Campina Grande, apesar de a feira central estar situada em um aglomerado entre ruas, calçadas e o comércio em geral, a administração tem o cuidado com a limpeza e com a distribuição dos produtos por setor.
Administrar uma cidade do porte de João Pessoa, Campina Grandes e outras similares não é fácil, mas quando se é candidato já se sabe das dificuldades e são prometidas inovações na administração. Ações positivas foram levadas a efeito, como na Lagoa, mas para macular o trabalho, surgiram escândalos em relação a faturamento na ordem de R$ 10 milhões. Em apenas dois anos, as galerias estouraram, e até hoje o prefeito continua sem responder pelas ações.
O nosso patrimônio Histórico está carente de atenção, a exemplo do antigo prédio onde residiu João Pessoa, na Praça da Independência, em estado de ruína que já esteve na programação para ser restaurado, mas até hoje continua em estado de degradação, como também o centro Histórico que está abandonado.
A Estação Ciência, na Ponta do Cabo Branco, outro equipamento do roteiro turístico recém – construído, um dos mais visitados de João Pessoa, obra com o projeto de Oscar Niemeyer, está com rachaduras.
No litoral, os moradores de rua tomaram como moradia as areias das praias. Os ambulantes do centro da cidade, e a péssima e perigosa concentração nas praias dos moradores de ruas deixam cicatrizes irreparáveis na administração municipal. Criatividade, boa vontade e competência, dariam um melhor perfil a essa cidade tão linda.
E as Faixas Azuis exclusivas para ônibus? Aí, a falta de planejamento permite que a ocupação de ônibus de apenas 2%, fazem com que essas faixas fiquem sempre livres, ao levar os demais veículos a se concentrar em duas das três faixas, o que trouxe mais engarrafamento.
Entretanto, temos motivo para comemorações. Novos hotéis chegaram aumentando a capacidade para cento e vinte unidades, aumentando a oferta de leitos, chegando a onze mil. Restaurantes dos mais variados padrões também tem destaque. Para aproveitar essa fatia do mercado, os hotéis abriram seus restaurantes para o público em geral, além dos hóspedes. A população adorou a opção ofertada, e principalmente o variado e saboroso cardápio.
Grandes lojas atacadistas e varejo se instalaram na cidade, e um moderno Shopping abrirá portas ao público no inicio de 2018, com um projeto majestoso e moderno. Na verdade, é o brasileiro, seja comerciante, industrial ou trabalhador, que é o general do desenvolvimento. É ele que faz a riqueza do país.

“O Congresso não é obrigado a ouvir o povo. Isto aqui não é um Cartório, onde a gente carimba o que o povo está pedindo”.

(Rodrigo Maia Presidente da Câmara dos Deputados)

Fernando Duarte

Jornalista – Membro do Conselho da Abrajet Nacional

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