VERÃO DE ESPERANÇA

novembro 9, 2017

A partir do corrente mês de novembro todo o litoral do nordeste começa de fato a vivenciar a estação do verão, prenunciando um período de alta.

Para João Pessoa e a orla marítima paraibana pode-se alimentar a idéia de que se tenha um verão de esperança para o turismo. Apesar da crise por que passa o país, o turismo interno ainda é uma força positiva no processo de desenvolvimento econômico e social da região. E, nessa época, se espera que venham a aportar por aqui, brasileiros de todas as regiões, principalmente do sudeste e centro-oeste, para se deleitarem com o nosso sol, as nossas praias, nossa gastronomia, cultura e história.
Isso desencadeará, com certeza, toda a movimentação de nossa vertente turística, que resultará na movimentação de nossa economia. Hotéis, bares, restaurantes, pousadas, city-tour, aeroporto, rodoviária, receptivos, artesanato e todos os setores que se inter-relacionam com o turismo, serão ativados com maior intensidade em benefício nosso e dos turistas, que aproveitarão de tudo o que temos para oferecer-lhes de bom.
Todavia , o trade turístico e as nossas autoridades – tanto municipais como estaduais – devem se preocupar com certos detalhes que parecem esquecidos, notadamente em João Pessoa, e que podem ser negativos para a nossa imagem de terra hospitaleira e acolhedora.
Por exemplo: surge em mim um sentimento de tristeza e ao mesmo tempo de revolta, quando leio na imprensa a informação dada pela Sudema, periodicamente, de que as nossas principais praias da capital não devem ser usufruídas pelos banhistas por estarem poluídas. Bessa, Manaíra, Tambaú e Cabo Branco estão com suas águas contaminadas e, para se evitar doenças não devem ser utilizadas.
Ora, isso é um absurdo! Pois um dos mais desejados locais de lazer e divertimento para os pessoenses e também para os visitantes são justamente essas praias. E, há muito tempo que isso ocorre, há dezenas de anos, e tudo continua do mesmo jeito. Parece que o problema não existe, pois os setores públicos encarregados do meio ambiente simplesmente agem como se o desconhecesse. Mas, ainda tenho a esperança de que um dia eles acordem e resolvam essa situação.
E, só para concluir, sem me aprofundar no tema, vale relembrar que a barreira do Cabo Branco continua caindo ao sabor das águas do Atlântico Sul, sem ao menos darem soluções emergenciais e paliativas; e, a Praça do Sol Nascente, na Ponta do Seixas, ainda o ponto extremo oriental das Américas, continua abandonada.

 

Ivan Y Plá Trevas

Jornalista

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