Thomas Bruno Oliveira

outubro 20, 2017

Mais que homenagem: Revolução de 1817

Era pra ser só o encerramento da III Semana do Patrimônio da Paraíba, era pra ser uma singela homenagem ao bicentenário da Revolução Republicana de 1817, mas foi muito mais. Na última segunda-feira tivemos um verdadeiro ato público envolvendo historiadores, estudantes secundaristas, autoridades, uma série de intelectuais e transeuntes que passavam (e ficavam!) na Praça 1817, no Centro Histórico da capital da Parahyba, fitando de um lado o Ponto de Cem Réis e do outro a Praça dos Três Poderes.
O evento teve início com uma aula pública ministrada a partir das 14h no Palácio da Redenção pelo Prof. Edvaldo da Cunha Lira abordando as nuances do Bicentenário da Revolução Republicana de 1817 na Paraíba; em seguida a bandeira da Província da Parahyba revolucionária adentrou solenemente ao salão nobre do Palácio nas mãos do Cadete da Polícia Militar Gabriel Pires (20 anos) acompanhado de Felipe Batista Pereira Alves (também Cadete, com 23 anos). Gabriel tinha apenas 1 ano a mais que o revolucionário José Peregrino Xavier de Carvalho que, enquanto Tenente Coronel da Legião Patriota da Província da Paraíba, despontou como líder militar nesta que foi a única revolta anticolonial que conseguiu tomar o poder da monarquia portuguesa durante mais de setenta dias. “Viva a Pátria”, era assim que começavam todos os documentos do livro de registro de Patentes do Senado da Paraíba, revelando o claro espírito de independência.
A marcha dos jovens Cadetes no taco do Palácio da Redenção rompia compassadamente o silêncio do salão nobre. Emudecidos, todos olhavam atentamente e, enfim a bandeira é estirada: toda branca, possui as armas iguais as que a então Província de Pernambuco usou durante a Revolução (e que usa atualmente como bandeira estadual), mas sem a faixa azul e com três estrelas acima do sol representando as províncias de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte (que aderiram ao movimento). De posse da bandeira, os alunos (na companhia dos demais presentes) caminharam até a Praça 1817. Aqueles 200m foram de conversas e descobertas. Ao passar pela Praça dos Três Poderes, vi estudantes apontarem para a estátua de João Pessoa e conversarem entre si.
O cair do sol deu à Praça 1817 uma luz dourada que contrastou com o verde da grama e o cinza de sua calçada. Ali uma placa alusiva ao Bicentenário foi descerrada e inaugurada ao som da banda de música da Polícia Militar, dando tons ainda mais solenes. Ao microfone a diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba – IPHAEP Cassandra Figueiredo (organizadora do evento), o Secretário de Cultura Lau Siqueira e a Profa. Eliete Gurjão que fez uma explanação sobre as placas expostas em alguns lugares da capital afixadas lá em 1917 pelo Inst. Histórico e Geográfico Paraibano e o presente que aquele logradouro público ganhou, pois com aquele ato público e afixação da placa, a Praça 1817 ganha identidade: “– muitos por aqui passavam e não sabiam o porquê desse nome, hoje se tem a condição de entender”.
Relembrar os ideários da Revolução Republicana de 1817 não é só trazer à luz páginas de nosso passado, é sobretudo possibilitar o exercício da cidadania à população através do conhecimento de sua própria história. ‘1817’ foi a centelha da matriz do pensamento político brasileiro, algo notável, momento que certamente marcou a história do Brasil.

Vida do interior paraibano

Sem querer puxar brasa para minha sardinha, mais os municípios paraibanos são um encanto. Fazendo um roteiro de no máximo 240 km, saindo e chegando, o cavalheiro andante (motorizado) passa por locais belíssimos.

Vamos lá: pegue a BR 230, pode começar por Cabedelo e siga até a Policia Rodoviária poucos metros à frente entre a direita para seguir a 004, percorrendo aproximadamente 42 km, iniciando a contagem na capital chega em Sapé, a famosa terra do abacaxi. A cidade também é produtora de cana de açúcar e outras culturas. Em 1883, recebeu a Estrada de Ferro “Great Western”, que tinha como destino ao Estado do Rio Grande do Norte. Com esse investimento a economia da região veio à tona. Seu nome mais ilustre de história é o do poeta Augusto dos Anjos, nome de destaque no cenário nacional e internacional.
Dando sequencia siga até o município de Guarabira. Conhecida como a rainha do Brejo, a cidade tem uma forte vocação religiosa, com vários eventos onde a Festa da Luz é a mais prestigiada, onde religiosos de todos os recantos se reúnem durante o encontro. Outro apelo religioso forte e o monumento a Frei Damião. Construído no alto de um morro, a imagem e vista de longe, um convite para visitação. Seguindo esse roteiros, os próximos municípios são o de Pirpirituba, depois Borborema e Serraria. Borborema e localizada na parte baixa da região e Serraria no topo, ou seja, á 615 metros de altitude. Clima frio à noite pode chegar a 15 graus no inverno.
Pé na estrada, vamos subir a serra. Bananeiras é surpreendente esse município, com 22 mil habitantes, é a mais bem servida na cultura e na condição de receber o turista. A cidade tem teatro, Centro de Convenções, Biblioteca Pública, a quarta maior rede hoteleira. Em Bananeira tem a melhor festa junina do mundo, boa estrutura e o autêntico forró pé de serra. A cidade é cercada de Condomínio Residencial de alto padrão, a única cidade paraibana que tem Campo de golfe.
Todos esses municípios tem em comum os hábitos, são bons em receber o turista, são hospitaleiros e prestativos. Na gastronomia são exagerados; mesa farta. As comidas regionais, como a macaxeira, o inhame o cuscuz, o feijão verde, a fava, sempre acompanhado da galinha caipira, do bode da carne de sol. O brejeiro é um povo animado, além das festas religiosas a cidade conta com animados festejos junino, não dispensam o autêntico forró. Na arte, o artesanato se destaca com peças de crochê, renda, fuxico aplicado nas cochas e caminho de mesa. Em sapé, tem os melhores esculpidores da região.

Encantos do Sertão

No interior da Paraíba, têm atrações que vão além dos limites dos nossos olhos. Com certeza, prontas para surpreender você. O Sertão nordestino é um dos mais promissores territórios para a prática do turismo.

Sousa – Marcas deixadas no leito petrificado do Rio do Peixe, são registros de um passado remoto, quando a região era habitada por gigantescos animais: os dinossauros. É um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo.
O Sertão inteiro conta com múltiplos atrativos naturais e históricos que reflete nossas tradições e cultura, que incluem vestígios arqueológicos deixados pelos primeiros habitantes das Américas, cadeias de montanhas, que desenham o horizonte e atraem os adeptos dos esportes radicais e de aventura, uma extensa vida cultural, cantada em verso e prosa e divulgada mundo afora pelos talentos literários e musicais filhos da terra sertaneja, além de uma rica religiosidade popular que coloca a região no centro das maiores peregrinações de fé do povo nordestino, o Sertão é um lugar a ser desbravado. Um povo simples e hospitaleiro, festeiros, onde são realizadas, anualmente, os festejos juninos, atraindo pessoas de todo o mundo, além de ser uma região com atividades econômicas voltadas para a agricultura de subsistência, e que têm como uma das perspectivas para o desenvolvimento de sua economia a atividade turística no meio rural.
Do alto das serras sertanejas é possível avistar o horizonte ao longe. Nas partes mais baixas, oásis de beleza convidam o turista. É nesse cenário de silêncio e contemplação, vez por outra interrompido pelo canto de algum pássaro ou o som de qualquer outro animal da região, que os visitantes se aventuram.

Reunião da ABRAJET-PB

No dia 04 de setembro, associados da ABRAJET-PB, reuniram-se, diretoria e sócios, para discutir as obrigações do mês da entidade. O tema mais recorrido foi o ingresso de novos sócios como Naná Garcez, Vieira Neto e Andréia Barros que foram recebidos com uma calorosa boas- vindas. FOTO . Outro assunto que foi recebido com aplausos foi a da conquista da Presidente, Messina Palmeira, de um escritório sede da ABRAJET-PB que até então não tinha espaço para reuniões. Messina e Wills Leal foram a API e lá conseguiram o espaço para a locação da entidade. “Hoje somos entidade com endereço fixo”.
Na reunião, foi marcada a data e local para a entrega do “troféu Waldemar Duarte” que será no Hotel Manaíra, dia 04 de outubro.
Sobre o Congresso Nacional 2018, que irá acontecer em Salvador BA, a presidente Messina, sugeriu a nossa ida de ônibus. A Bahia não é tão distante, dando para encarar a viagem!
O projeto Praia Limpa e a visita as escavações de estudo nas ruínas do Mirante do Ataláia, por serem de muita importância para o Turismo, foram discutidos, está no aguardo do tempo e das ações dos historiadores para a Abrajet entrar em ação.

De braços cruzados

Enquanto o Brasil parte com propósito de seguir o modelo político da Venezuela, as Forças Armadas cruzam os braços e deixam que a nação enverede para o caos. Apenas dizem há uns dez anos: “Estamos de olho”.
Previsão

Segundo notícia veiculada nos meios de comunicação, houve um estudo que previu que o Brasil seria a 5ª economia mundial em 2030. Acreditamos no levantamento, só que os responsáveis pela quebrada do Brasil (os três poderes) estarão mortos e nós temos que evitar que os descendentes desses avarentos entrem no poder.

Corrompidos

Mudar é um tanto difícil dado o corporativismo já impregnado na política nacional. Um exemplo, foi a votação para a cassação do presidente Michel Temer, onde seis deputados federais da Paraíba votaram a favor dele: Benjamim Maranhão, Rômulo Gouveia, Efraim Filho, André Amaral, Hugo Mota e Agnaldo Ribeiro. Não pensem que votaram de graça.

 

Thomas Bruno Oliveira

Historiador e Jornalista – 3372-PB

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