M I N E I R O S E M JAMPA

novembro 2, 2016

Jornalista Profissional e Sócio da ABRAJET-PB

Sob a liderança do padre José Aparecido Cavalcanti de Albuquerque Franco, um grupo de mineiros de uma mesma família estiveram curtindo a nossa capital, no período de 18 a 25 de outubro passado. Com o reverendo José Aparecido, vieram também as suas irmãs Terezinha Maria, Maria da Aparecida (freira da Ordem de N. S. da Anunciação) e o casal de sobrinhos Regina Lúcia e Mário Moreira, todos Cavalcanti de Albuquerque ( à exceção do Mário, agregado à família pelo casamento) que disseram ter adorado a cidade de João Pessoa.
Isso porque eles puderam curtir intensamente as nossas principais atrações turísticas, a exemplo dos diversos passeios pela orla marítima e pelo Centro Histórico. Ficaram deslumbrados com o conjunto barroco da Igreja e Convento de São Francisco, com o nosso Centro de Convenções, com a Estação Ciência, com o bolero de Ravel ao pôr do sol na praia de Jacaré, com o Mercado de Artesanato e a Feirinha de Artesanato (na Praça Vicente Trevas, em frente ao Hotel Tambaú), com a nossa gastronomia e com tudo o que viram e sentiram como a receptividade dos pessoenses.

Da esquerda para direita: Maria da Aparecida, Terezinha, Pe. José Aparecido, Ivan Y Plá, Socorro Y Plá, Regina Lúcia e Mário, e Hellen Y Plá

Da esquerda para direita: Maria da Aparecida, Terezinha, Pe. José Aparecido, Ivan Y Plá, Socorro Y Plá, Regina Lúcia e Mário, e Hellen Y Plá

O motivo principal que os trouxe a João Pessoa, além do turismo, foi o fato de terem descoberto que tem inúmeros parentes aqui, pela consanguineidade com os Cavalcanti de Albuquerque. E isso foi descoberto graças ao trabalho de pesquisa histórica da historiadora Carmen Marques de Lucena, prima legítima deste colunista, justamente por parte dos Cavalcanti de Albuquerque, de Mamanguape.
É que o nosso avô materno, o saudoso jurista Francisco Carlos Cavalcanti de Albuquerque, que foi Secretário Geral do Tribunal de Justiça Da Paraíba (cargo vitalício)por mais de três décadas do início do século XX, teve um irmão que se chamava Carlos Francisco Cavalcanti de Albuquerque, também jurista. Este foi nomeado Juiz de Direito no Estado das Minas Gerais, em 1900, aonde se radicou e constituiu família numerosa, sendo esses nossos visitantes descendentes dele. E somente agora é que eles foram encontrados, graças ao trabalho da escritora Carmen.
É que o pai de Francisco Carlos e Carlos Francisco foi o Desembargador pelo estado do Maranhão, nomeado pelo Imperador Dom Pedro II, ainda no império (século XIX), de nome Francisco Jovita Cavalcanti de Albuquerque e soube encaminhar muito bem os seus filhos na vida profissional, devido ao seu prestígio tanto na Paraíba, como no Brasil. Mas, isso é um assunto que será relatado no novo livro da historiadora Carmen Marques de Lucena, que será lançado em breve.
Voltando para os nossos queridos parentes mineiros é importante dizer da alegria de ambas as partes, de terem a oportunidade de se conhecerem pessoalmente. E por questão de justiça ressaltar que, aqui em Jampa, eles foram ciceroneados diariamente pelo casal historiador Humberto Fonseca de Lucena (do IHGP) e sua esposa Carmen Marques de Lucena.
Nós, eu e minha família, tivemos a grata satisfação de encontrá-los em várias ocasiões, inclusive de poder oferecer-lhes um jantar em nossa residência da praia de Manaíra. Ocasião em que pudemos aprofundar a história desse ramo dos Cavalcanti de Albuquerque. E, frise-se, eles gostaram tanto daqui que já estão pensando em retornar em fevereiro próximo e nós, pensando visitá-los em breve por lá.

 

IVAN Y PLÁ TREVAS

Jornalista
n° 294 DRT/PB ABRAJET

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