M AR A V I L H O S A D E M A I S !

setembro 6, 2016

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E viva o povo brasileiro ! Pois não é que o nosso querido povo miscigenado, entrelaçado nas três raças que o compõem – índia, branca e negra – se superou mais uma vez, dando uma lição de vida ao mundo inteiro.
Porque, apesar da recessão, do “imbróglio” político por que passa, do desemprego, dos juros altos e das aves agourentas que não cansavam de proclamar que as Olimpíadas do Rio 2016 seriam um fracasso total e uma vergonha para o Brasil, nada disso aconteceu.
Ainda bem que o Cristo Redentor e o santo padroeiro da cidade – São Sebastião – seguraram a barra e mantiveram o espírito alegre, criativo, participativo e hospitaleiro do brasileiro e, em especial, dos cariocas, que souberam levar com carinho e afeto aos representantes de todo o mundo um acolhimento nunca antes encontrado em qualquer outra Olimpíada.
O Rio de Janeiro, badalado em prosa, verso e música deu a volta por cima, tornando-se a Cidade Maravilhosa Demais ! E, durante mais de quinze dias botou a sua autoestima para cima e deu uma demonstração cabal de como receber mais de um milhão de pessoas (350 mil só do exterior) com simpatia, alegria, paz e orgulho de seu jeito único de ser.
Sabemos que nem tudo é perfeito, principalmente em nossa terra prometida “brasiliensis”. Mas o jeitinho brasileiro, o modo de resolver as coisas que surgiram fora do planejado – porém dando conta – deixou para o nosso imenso país continental e para todos os mais de três bilhões de terráqueos que nos assistiram vinte e quatro horas por dis pela TVs – ininterruptamente – do que somos capazes.
A Praça Mauá ressurgiu das cinzas, como uma Fênix, tornando-se no Boulevar Olímpico reunindo diuturnamente e de graça, milhares de brasileiros e estrangeiros que se confraternizavam e podiam assistir as apresentações olímpicas em todas as suas modalidades, torcendo para quem quisesse. O Museu do Amanhã, também por ali, contemplando a Baía da Guanabara, mostrava do que somos capazes. E a nossa eterna Tocha Olímpica, que ainda lá está e continuará para sempre lembrando a Rio 2015 para todos os povos.
A praia de Copacabana, a princesinha do mar, tão decantada por Dorival Caymi, continuou a resplandecer durante todo o período olímpico, abrigando em suas areias as competições ininterruptas do futebol típico. Além, é claro, de continuar com o seu charme natural e singular a todos os que por lá passavam.
O Maracanã e o Maracanãzinho, ambos renovados para receber as diversas competições que lá se realizaram foram outras atrações. De modo especial, o “velho” Maracanã que fez história nas solenidades de abertura e encerramento da Rio 2016, deixando o mundo embasbacado.
A água “azulou” no parque aquático Maria Link, mas não afetou as disputas de natação; a Lagoa Rodrigo de Freitas não deixou por menos, com o canoeiro de Ubaitaba (BA) conquistando três medalhas; e, a baía da Guanabara deu às “meninas” a medalha de ouro tão esperada nas competições à vela.
Parece que estou ufanista demais ! Mas não estou não. Pois para um país considerado “quebrado”, com a ladroagem correndo à solta e dezenas de problemas nas áreas de educação, saúde, segurança, mobilidade urbana e tantos outros, o Brasil foi formidável. Por tudo isso temos que vibrar com a sempre renovada Cidade Maravilhosa, pois ela é demais!

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