A B E L A Q U A T R O C E N T O N A

agosto 4, 2016

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A capital da Paraíba completou, no dia 05 de agosto de 2016, o seu aniversário de 431 anos, com uma vitalidade e esplendor admiráveis, realmente, uma bela quatrocentona. Tanto assim é que ela foi considerada pela International Living como uma das melhores cidades do mundo para se desfrutar a aposentadoria.
Na avaliação anual daquela entidade, apenas cinco cidades sul-americanas foram incluídas. No Brasil, João Pessoa e Fortaleza, e no Uruguai (a nossa antiga Província Cisplatina) as cidades de Montevidéu, Colônia do Sacramento e Punta del Leste. Com um crescimento vertiginoso nos últimos anos, de modo especial nas construções verticais, Jampa abriga hoje centenas ou milhares de aposentados, vindos principalmente de Brasília, de cidades do interior de SãoPaulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, entre outros.
Fundada no dia 05 de agosto de 1585 pelos colonizadores portugueses, que lhe denominaram de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, homenageando a nossa poderosa padroeira, ela já começou como cidade, por decisão real iniciando sua caminhada numa colina às margens do Rio Sanhauá, um afluente do rio Paraíba, onde se construiu o histórico porto do Capim.
Em 1588, a cidade passou a ser chamada de Felipéia de Nossa Senhora das Neves, em homenagem ao Rei Felipe que na época acumulava os tronos da Espanha e Portugal, em virtude do desaparecimento do rei português, Dom Sebastião (que não tinha herdeiros) na batalha de Alcacer-Quibir contra os mouros , na África.
Com a invasão dos holandeses no Nordeste do Brasil, em busca de nossas riquezas (em especial o açúcar), a nossa capital passou a chamar-se de Frederica ,em homenagem ao Rei Frederico, da Holanda. Depois de vários anos aconteceu a expulsão dos holandeses, voltando o Nordeste ao domínio de Portugal, vindo a cidade a se chamar de Parahyba do Norte, a partir do ano de 1654.
Já no século XX, o assassinato do Presidente João Pessoa, que governava o estado e foi morto em 26 de julho de 1930, e era candidato a Vice-Presidente da República na chapa de Getúlio Vargas – o que causou uma grande comoção devido à sua grande popularidade – e fato considerado por muitos historiadores como decisivo para a vitória da Revolução de 1930. Face a isso, a Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou a mudança do nome da capital para “João Pessoa”, em 04 de setembro de 1930, nome que vigora até hoje, há 86 anos.
Conhecida mundialmente como a cidade que abriga o Ponto Extremo Oriental das Américas – a Ponta do Seixas – onde “o sol nasce primeiro” e também por ser a segunda cidade mais verde do planeta Terra, depois de Paris (há contestações), João Pessoa é hoje uma metrópole moderna com cerca de 800 mil habitantes, sem incluir a Região
Metropolitana grudada nela, o que lhe dá um número em torno de 1,2 milhão de habitantes.

Turismo Pessoense

Atualmente, aliando-se à sua história – é a terceira capital mais antiga do Brasil- à sua cultura, gastronomia, belezas naturais, artesanato, monumentos históricos, praias, construções coloniais e barrocas, entre outros, com o seu crescimento e modernidade na rede de hotelaria e serviços, João Pessoa é um cobiçado destino turístico, tanto para os nordestinos, para os brasileiros das demais regiões do país, quanto para os estrangeiros, destacadamente os portugueses e angolanos.
Ela conta com uma orla marítima de cerca de 24 quilômetros de extensão, com 9 praias só no município, fora as praias da Região Metropolitana, entre elas a primeira praia naturista do Nordeste, a praia de Tambaba, localizada no município do Conde e muito procurada, notadamente pelos estrangeiros.
Entre as principais praias de João Pessoa, a mais conhecida é a de Tambaú, com uma extensão considerável, sendo composta de areia batida e fina, com águas mornas de cor verde-azulada, do oceano Atlântico Sul. Começou como uma vila de pescadores, há décadas atrás e a partir dela foram se desenvolvendo as conhecidas praias do Cabo Branco, Manaíra e Bessa, entre outras.
É na Praia de Tambaú que foi construído o famoso Hotel Tambaú, com uma arquitetura bonita e original, espraiado na beira-mar e considerado um marco inicial para o desenvolvimento do turismo pessoense. Nessa praia, hoje um populoso bairro da orla, destacam-se em frente ao aludido hotel e em suas proximidades várias atrações turísticas, entre elas a Feirinha do Artesanato, na Praça Vicente Trevas, a sede da PB-Tur, a companhia estadual de turismo, o amplo Mercado de Artesanato, dezenas de hotéis e pousadas, bares, restaurantes e inúmeros outros atrativos.
Diversas outras atrações existem na capital tabajara para os turistas. Vale destacar, entretanto, o centenário e belo monumento barroco da Igreja e Convento de São Francisco, que já em 1929 deslumbrou o pesquisador, escritor e antropólogo paulista, Mário de Andrade; a jovem Estação Ciência, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, próxima ao Farol do Cabo Branco e do próprio Cabo Branco; a Ponta do Seixas e a Praia da Penha, onde se realiza há cerca de trezentos anos um turismo religioso que a cada ano aumenta.
Destaque-se ainda a Mata do Buraquinho, uma bela reserva natural de Mata Atlântica, com cerca de 500 hectares, área de preservação permanente e considerada como o pulmão verde da cidade. Nela funciona o Jardim Botânico Benjamim Maranhão, que promove em horários marcados as visitas e passeios de trilhas. Atravessando essa mata corre o Rio Jaguaribe, o principal da cidade, que passa por diversos bairros da mesma.

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