MEMÓRIA DA AVIAÇÃO COMERCIAL PODE ESTAR EM BOLSOS DE MALANDROS

julho 8, 2016

Museu de Aviação do Campo dos AfonsosO Brasil, por tradição, não costuma guardar com muito cuidado a memória de sua história. E no campo de aviação, onde se destaca, inserido entre os principais mercados do mundo, isso não é diferente.

Desde os tempos em que inventores como Santos Dumont ou Sensaud de Lavaud projetaram nosso país além fronteiras, conquistamos e mantemos permanentes destaques na aviação, incluídas a aviação geral, a aviação executiva, e aviação comercial e a indústria aeronáutica, onde a Embraer desponta como o terceiro maior fabricantes de jatos para a aviação comercial.
Quinto mercado de aviação doméstica no ranking mundial, fez-se muitos esforços no sentido de preservar a memória deste setor, especialmente criando museus que retratassem os esforços. O Museu de Aviação do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, parece ser o único e raro exemplar do trabalho de se guardar essa memória.
Mantido pelo Comando da Força Aérea Brasileira, ele é dos poucos, ao lado do Museu da Embraer, mantido pela APVAER-Associação dos Pilotos e Veteranos da EMBRAER, a resistirem bravamente à onda que vem destruindo os registros da história da aviação brasileira.
Outros museus criados com essa finalidade desapareceram, como o Museu de Aviação de Bebedouro, interior de São Paulo, o Museu da Fundação Santos Dumont, de São Paulo, que funcionou no Parque do Ibirapuera e depois teve seu acervo histórico largado em um galpão na cidade de Cotia, na grande São Paulo, o Museu da VARIG, em Porto Alegre, que sumiu do mapa após a grande empresa gaúcha fechar e passar seu acervo à GOL, e, finalmente, o Museu da TAM, oficialmente Museu Asas de Um Sonho, magnifica obra cultural criada pelos Comandantes Amaro, Rolim e seu irmão João, na cidade de São Carlos, que fechou suas portas no inicio deste ano, por tornar-se desinteressante para a nova dona da TAM, a empresa aérea chilena LAN.

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