Nosso ponto extremo oriental

março 13, 2016

Desde que me entendo de gente, ainda estudante do ensino primário, nas aulas de geografia já se falava com orgulho que na Paraíba estava localizado o PONTO EXTREMO ORIENTAL DAS AMÉRICAS.

 

Naquela época, nos anos 50 do século passado, o nosso Ponto Extremo Oriental era o Cabo Branco. De lá para cá, passados vários anos, a força do poderoso Atlântico Sul foi derrubando paulatinamente suas barreiras arenosas, hoje cambaleantes, o que fez com que continuássemos a ter ainda o Ponto Extremo Oriental das Américas, mas agora com a Ponta do Seixas, na praia do mesmo nome. Isso é um fato importante pois continuamos a ter ainda um ponto geográfico de relevância para nós e para aqueles que nos visitam, em especial os turistas, pois a mídia se aproveita dessa dádiva da natureza para divulgar que aqui na nossa Paraíba, mais precisamente em João Pessoa, existe um lugar especial, ONDE O SOL NASCE PRIMEIRO. Todavia, por mais que se tenha tentado junto aos poderes públicos, em especial o municipal, para que se faça jus a esse título, até hoje não se construiu uma obra permanente e vistosa, que se apresente aos turistas – com pompa e circunstancia – para assinalar esse lugar que é atrativo turístico e geográfico de importância. Na verdade, há um descaso do poder público para ressaltar esse
importante ponto geográfico, para nós e para o mundo. Pois, com tanto dinheiro que ele joga fora por aí – pelo ralo e por outros caminhos menos recomendados – a construção de um Centro Turístico naquela área, na Praça do Sol Nascente (por exemplo), a fi m de recepcionar os visitantes e turistas com dignidade e cortesia, é de suma importância. Os nossos “patrícios” portugueses, há décadas, nos dão uma lição sobre isso: lá em Portugal está o Ponto Extremo Ocidental do Continente Europeu, o Cabo da Roca, na província de Sintra, cidade histórica que tanto fascinou e inspirou o famoso escritor inglês Lorde Byron. Já tive a oportunidade de ter ido ao Cabo da Roca. Lá, além da bela visão que dele se deslumbra do Atlântico Norte, o turista encontra um apoio digno e exemplar, sendo recebido com alegria e fidalguia no Centro Turístico Oficial de Portugal lá existente; e, querendo, pode até trazer um Certificado Oficial de que lá esteve, assinado pelo Presidente da Câmara Municipal de Sintra. Eu já tenho o meu de lá. Falta o daqui, o da Ponta do Seixas, para me assegurar que aqui na Paraíba o sol nasce primeiro em todas as Américas.

 

*Ivan Y Plá Trevas, especial para o Caderno de Turismo.

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